INHOTIM 2012
Prof. Joana e Prof. Wanice
Amanhecer em Belo Horizonte
Inhotim ( INSTITUTO INHOTIM)
Inhotim caracteriza-se por oferecer um grande conjunto de obras de arte, expostas a céu aberto ou em galerias temporárias e permanentes, situadas em um Jardim Botânico, de rara beleza. O paisagismo teve a influência inicial de Roberto Burle Marx (1909-1994) e em toda a área são encontradas espécies vegetais raras, dispostas de forma estética, em terreno que conta com cinco lagos e reserva de mata preservada.
O acervo artístico abriga mais de 500 obras de artistas de renome nacional e internacional, como Adriana Varejão, Helio Oiticica, Cildo Meireles, Chris Burden, Matthew Barney, Doug Aitken, Janet Cardiff, entre outros. O Inhotim se diferencia de outros museus por oferecer ao artista condições para a realização de obras que apenas em seu parque poderiam ser construídas.
Paisagismo em Inhotim
Grupo de amigos e alunos do Colégio Apoio em Inhotim
Wanice, Bia e Joana
Monitores em Inhotim
Luan - Mascote do Grupo
Eloá e Luana
Fábio e Bia
Bia
Luccas e Luana
Luana e Wanice
Wanice e paisagismo de Roberto Burle Marx
Dan Graham - Bisected triangle, Interior curve, vidro espelhado e aço inoxidável, 220 x 713 x 504 cm, 2002
O reflexo engorda....
o reflexo emagrece
Na Jardineira - João Paulo e Nínive
Alice, Bia e Luana
Orientações dos monitores
Eloá e Luana
Stella e Patrícia
Matheus e Luana
Ana Paula,Nelma, Luana e Eloá
Joana, Paula e wanice
Luana, Eloá e Fábio
Eloá, Luana, Matheus e Luana
Evandro
The Mahogany Pavillion (Mobile Architecture No.1), veleiro "loch long" invertido construído em 1963 pela Boags Boat Yard em Lsrgs, Escócia, usando mogno sul-americano, 640 x 600 x 350 cm, 2004.
O barco é feito de um mogno já extinto, e que o artista pretendeu fazer dele a representação de uma árvore. E também uma visão invertida do barco navegando no céu.
Inmensa
Cildo Meireles, aço, 400 x 810 x 445 cm, 1982 - 2002.
Essa obra proporciona ao visitante a interessante e inédita experiência de ouvir o núcleo da terra. Há uma interação muito legal no lugar, onde pode-se escutar barulhos, sons que são produzidos no interior na Terra. Cinco microfones altamente sensíveis são encarregados de captar esse barulho que é produzido por variadas freqüências de som e que muda a todo instante, às vezes são mansos e tranqüilos e às vezes são violentos, trazendo à superfície indícios de uma realidade quase sempre inimaginável. É através de um buraco, que se localiza no centro da obra do pavilhão de vidro, com 25 cm de diâmetro e 202 metros de profundidade que são introduzidos esses microfones. O som é transmitido ao ambiente em alto volume por caixas de som. Além disso, a arquitetura construída em volta do buraco traz uma leveza muito grande, e faz com que haja uma interação de quem está dentro do monumento arredondado e de vidro com a natureza do lado de fora, e também o acesso ao espaço interno do pavilhão dá-se por uma rampa em espiral, naturalmente guiando o visitante para o centro da instalação.
A invenção é do artista Doug Aitken, em 2009, que marca um novo momento em sua produção artística, buscando uma narrativa apenas com sons e delegando à natureza e à arquitetura a porção imagética da obra. Desde os anos 1990, Doug Aitken (Redondo Beach, EUA, 1968; vive em Los Angeles, EUA) desenvolve uma série de filmes, fotografias, instalações e vídeos que investigam a relação entre natureza, memória, tempo e espaço. Sua obra fala de lugares inabitados, ruínas, vestígios de onde o tempo parece ter outro ritmo. O artista tem concentrado boa parte de sua pesquisa recente a instalações com vídeos e a seus filmes, embora a preocupação com o espaço arquitetônico sempre esteja presente nos trabalhos. Doug Aitken participou de diversas exposições individuais e coletivas, assim como tem exibido sua obra em festivais de cinema e de vídeo. Entre seus projetos recentes mais importantes, destacam-se Migration (2008), na mostra Carnegie International (Pittsburgh, EUA), e Sleepwalkers (2007), exibido na fachada do Museum of Modern Art, em Nova York. Em 2005, expôs no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris. Em 1999, recebeu o prêmio Leão de Ouro da Bienal de Veneza pela instalação “Electric Earth”.
http://paolagalvao.blogspot.com.br/2011/09/inhotim-sound-pavilion-de-doug-aitken.html
Olafur Eliasson, By Means of a Sudden Intuitive Realization, Iglu de fibra de vidro, água, iluminação estroboscópica, bomba d’água e plástico, 300 x Ø 510 cm
Invenção da cor, Penetrável Magic Square # 5, De Luxe, 1977
Hélio Oiticica
Erika, Nínive e Elaine
Erika, João Paulo e Elaine
'Narcissus Garden', do artista japonês Yakoi Kusama
Bolas de Aço inoxidável
Narcissus garden Inhotim (2009) é uma nova versão da escultura-chave de Yayoi Kusama originalmente apresentada em 1966 para uma participação extra-oficial da artista na 33a Bienal de Veneza. Naquela ocasião, Kusama instalou, clandestinamente, sobre um gramado em meio aos pavilhões, 1.500 bolas espelhadas que eram vendidas aos passantes por US$ 2 cada. A placa alojada entre as esferas - "Seu narcisismo à venda" - revelava de forma irônica sua mensagem crítica ao sistema da arte e seus sistemas de repetição e mercantilização. A intervenção levou à retirada de Kusama da Bienal, onde ela só retornou representando o Japão oficialmente em 1993. Na versão de Inhotim, 500 esferas de aço inoxidável flutuam sobre o espelho d'água do Centro Educativo Burle Marx, criando formas que se diluem e se condensam de acordo com o vento e outros fatores externos e refletindo a paisagem de céu, água e vegetação, além do próprio espectador, criando, nas palavras da artista, "um tapete cinético"
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Yayoi Kusama é uma das artistas mais importantes a ter emergido na Ásia no período pós-guerra e sua produção estabelece relação com movimentos como o minimalismo, a arte pop e o feminismo. Sua obra é marcada pela uso compulsivo de motivos repetitivos circulares, algo que remete às alucinações que a artista vivencia desde a infância e que ela transpõe para pinturas, esculturas, instalações, filmes e tecidos utilizados na moda. Diferentes versões de Narcissus garden foram criadas para exposições em museus e espaços públicos nos últimos anos e, em Inhotim, a obra faz sua primeira aparição no Brasil. Evocando o mito de Narciso, que se encanta pela própria imagem projetada na superfície da água, a obra constrói um enorme espelho, composto por centenas de pequenos espelhos convexos, que distorcem, fragmentam e, sobretudo, multiplicam a imagem daquele que a contempla - contemplando, assim, necessariamente a si própriohttp://www.inhotim.org.br/arte/texto/de_parede/362/yayoi_kusama_nagano_japo_1929_vive_em_tquio_japo
Edgard de Souza criou para Inhotim uma instalação a partir de três de suas obras mais importantes, de uma série de esculturas em bronze, agrupando-as pela primeira vez em meio ao jardim, formando uma espécie de piazzetta. O espaço aberto proporciona um novo contexto para as obras, no qual a vegetação exuberante que as envolve desempenha papel importante na construção de novos leituras formais e de novos significados. Dispostas sobre uma mesma base elíptica de concreto desenhada pelo artista, as três estátuas de bronze “Sem título” (2000; 2002; 2005) representam uma figura masculina nua em diferentes poses. Baseadas no corpo do próprio artista, as esculturas poderiam ser consideradas auto-retratos, não fosse a ausência premeditada do elemento principal de identificação: a face. A disposição linear das peças suscita, à primeira vista, a leitura de um movimento contínuo, que se revela, num segundo momento, como fragmentado. As poses são antes impossíveis e abstratas, sugerindo tanto pulsão quanto introspecção. A superfície e as curvas são trabalhadas arduamente pelo artista no molde de gesso, transmitindo ao bronze um aspecto precioso, sensual e sedutor.
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